Sexta-feira, Fevereiro 27, 2004
BIG ENFARTE: Li num jornal que começam a mexer-se os cordelinhos para se comprar uma guerra semelhante à que é feita ao tabaco, mas desta vez contra o fast-food. Só fumo muito, muito esporadicamente, pelo que não tenho oportunidade de desfrutar daqueles maços de tabaco tão engraçados que agora existem. Também não vou assim tanto ao Mac, mas sempre lá dou uns saltos muito de vez em quando, pelo que desde já sugiro que encham os tabuleiros de papéis a dizer: “Esta comida é uma merda!”; “A comeres esta merda vai-te dar uma coisa ainda antes de saíres do restaurante!”. Sempre aparecia qualquer coisa mais interessante naqueles papéis, para além de publicidade ao Euro 2004 com o Nuno Gomes e propostas desonestas para que nos juntemos aos milhares em todo o mundo que lavam a loiça a 500 paus por hora (ou coisa semelhante).
K. 17:17
VIRA O DISCO E TOCA O MESMO: Volto ao tema apenas porque sinto que devo tornar clara a minha posição. Se eu tivesse a certeza que não existiam armas de destruição maciça no Iraque e tivesse a certeza que americanos e ingleses mentiam consciente e deliberadamente, isto implicaria obviamente da minha parte uma posição diferente em relação às suas propostas e ao que eu achava que era a melhor solução para os problemas. No entanto, a questão, em si mesma, não vale de muito no contexto global do conflito. Sabemos que mesmo que se tivessem encontrado armas, quem se opôs à guerra (ou a maioria desses) continuaria a manter que a intervenção foi injusta, ilegítima, etc.. Do mesmo modo, mantenho que a dada altura se tornou óbvio que a guerra do Iraque ia acontecer e que colocado perante o conflito achava e continuo a achar que devemos apoiar os nossos aliados, não simplesmente porque são nossos aliados, mas porque a sua guerra, em muitos dos seus aspectos, deve ser a nossa. As armas de destruição maciça nunca foram para mim o único problema que se colocava. Assim, existe todo um historial, uma problemática enredando Saddam Husseín, as crises Iraquianas, e o que o 11 de Setembro provocou que não se esgotam na existência das armas. Não quer isto dizer que a questão das armas não deva produzir consequências. Quem cometeu erros, omissões, enganou ou dissimulou, deve sofrer as consequências e em relação a isso não tenho nada a contestar. A responsabilização de quem nos governa, mesmo que de forma ainda muito imperfeita, é uma das vantagens de vivermos em democracias de cariz liberal que tanto gostamos de criticar.
K. 16:57
Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004
OSCARINHOS: Não tenho muito a dizer dos óscares. É seguir o que diz o JPC. Existem ainda assim algumas questões interessantes. Deverá a estatueta premiar um trabalho concreto ou levar em linha de conta a carreira do premiado. Porque já aconteceu de tudo. Peter Jackson vai ser premiado como consagração para uma triologia. O óscar de Theron, como sublinha JPC, vai premiar um momento até aqui único na carreira da beldade Sul-Africana. E quantas vezes não vimos, especialmente nos prémios para os actores em papéis secundários, actores e actrizes a serem consagrados após interpretações sofríveis ou que pelo menos que não se destacavam.
Apenas mais uma nota. Todos os anos vários filmes são esquecidos e outros anódinos são lembrados. É sempre assim e provavelmente não poderá ser de outra maneira. Este ano votaram ao quase esquecimento o último de Tim Burton. Sou admirador do Tim e sinceramente nem consigo racionalmente desancar no filme. Mas o que é certo é que Big Fish me passou ao lado. Ewan McGregor é chato e falta um pouco da malícia e negrume característicos de Burton para fazer a coisa funcionar.
Apenas mais uma nota. Todos os anos vários filmes são esquecidos e outros anódinos são lembrados. É sempre assim e provavelmente não poderá ser de outra maneira. Este ano votaram ao quase esquecimento o último de Tim Burton. Sou admirador do Tim e sinceramente nem consigo racionalmente desancar no filme. Mas o que é certo é que Big Fish me passou ao lado. Ewan McGregor é chato e falta um pouco da malícia e negrume característicos de Burton para fazer a coisa funcionar.
K. 20:25
DE VOLTA: Ainda hoje ou durante os próximos dias vou carregar algumas coisitas que andava para publicar há algumas semanas. Não têm particularmente a ver com a actualidade, apenas ideias que fui tendo mas que por uma razão ou outra foram deixadas para outras alturas.
K. 20:22
