Quarta-feira, Março 24, 2004

NOS ENTRETANTOS: Não se seguiram mais comentários desbocados... por enquanto. Em príncipio virão nos próximos dias. Entretanto, lembrei-me que isto leva quase um ano, se bem que a segunda metade venha sendo muito intermitente. Vamos a ver se passamos o primeiro ano. Gostava de anunciar coisas novas, mas mais vale aguardar e ver no que dá. Quem sabe?!
K. 23:11

Terça-feira, Março 16, 2004

POST POLITICAMENTE CORRECTO: Só uma nota, ainda em relação ao post já referido. Como é óbvio para mim, mas não para os restantes 0,03 leitores mensais da Cartilha, G.B. não tinha qualquer intensão de ser ofensivo para o islamismo ou respectivos crentes. A expressão precede de uma "private joke" e apenas pretendia aligeirar o tom pesado do post. Como quem espanta os fantasmas que nos perseguem. Para o caso é-nos indiferente se nos querem obrigar a rezar sentados, em pé, ou apenas apoiado num pé, a Deus, Maomé ou fazer meditação transcendental. O que importa é que o objectivo último destes actos é o de nos fazer alterar os nossos comportamentos e agir de acordo com o que esta gente quer impôr. Já de seguida mais comentários desbocados!
K. 21:13
MEDO#3: Subscrevo o post "MEDO #1". Não vou acrescentar nada porque genericamente me revejo nas palavras de GB. e porque reparo que diferenças irreconciliáveis me separam de algumas opiniões que por aí abundam. É óbvio que o alinhamento internacional espanhol representa um maior grau de exposição ao perigo terrorista, como aliás acontece com Portugal, mas essa tem que ser a última das razões que algum governante pode usar (ou permitir que seja interpretado dessa forma) como critério para a escolha da política externa de um país. Eu vejo as coisas assim. Há quem não veja e lhe pareça natural e aceitável que a política externa de um país seja dirigida de acordo com aquilo que mais agrada a um determinado grupo terrorista. Quem pensa assim está no seu direito, mas contrapor estes argumentos é inócuo. Quem pensa assim nuca pensara como eu e eu nunca pensarei assim.
K. 21:06
MEDO #2: Sei que Portugal será, à partida, um país com pouco interesse para a Al-Qaeda perpetrar atentados. Provavelmente só num grande evento como o "Euro 2004", o "Rock in Rio", ou a peregrinação de 13 de Maio a Fátima, a organização de Bin Laden poderia tentar um acto terrorista com algum impacto, no nosso país. Parece-me também que os mega acontecimentos não têm estado nos objectivos do "amigo" Osama, porque são alvo de segurança redobrada. A imprevisibilidade é o grande trunfo das organizações terroristas, como se prova pelo 11 de Setembro e pelo 11 de Março. Todos estes factores parecem excuir o nosso país de uma lista de alvos possíveis. Se tudo isto é verdade (sei que é), porquê que estou com medo? Estava indeciso sobre uma ida ao "Rock in Rio", mas já decidi que não vou. Nem sou do tipo de pessoa que passa a vida com pequenos receios e a olhar constantemente por cima do ombro. Então porquê que penso sériamente em evitar, sempre que puder, a hora de ponta nos acessos a Lisboa. A guerra do terror vai dando os seus frutos... É por isso que não podemos deixar de manifestar repúdio em relação à barbárie. Ter medo é natural, recuar nas nossas convicções é pouco inteligente e dá força ao agressor.
GB 17:22
MEDO #1: A primeira intervenção pública de Zapatero serviu para anunciar a retirada das tropas espanholas do Iraque. O novo chefe de Estado do país vizinho sempre foi um acérimo contestatário da segunda guerra do golfo, mas escolheu a altura errada para bater retirada. Não questiono a decisão porque é coerente com a postura que ele adoptou acerca deste assunto. Ponho em causa a falta de oportunidade da decisão. Mandar retirar tropas nesta altura é o mesmo que pedir desculpa à Al Qaeda por qualquer incómodo causado. Zapatero afirma a sua convicção na luta contra o terrorismo, mas encolhe-se com medo que a desgraça volte a bater-lhe à porta. Será que se eu decidir ficar quietinho em casa vou enternecer os corações de assassinos que ceifam barbaramente centenas de vidas inocentes? Aposto que não. Aposto também que se o Ocidente se desunir e recuar perante a ameaça, terá que fazer cada vez mais cedências a pessoas que matam, hoje em nome do Corão, amanhã em nome doutra coisa qualquer.
Não censuro quem tenha medo do terrorismo. Eu também tenho. O que me parece inaceitável é adoptar uma atitude passiva e ficar pura e simplesmente à espera que não aconteça nada de mal. Que futuro nos está reservado? Deixar os Bin Ladens do mundo sossegados, pelo receio de uma eventual vingança? Quando exigirem que rezemos numa mesquita de cu para o ar, também temos que acatar a ordem com medo dos atentados?
GB 16:58

Quarta-feira, Março 10, 2004

AUTO-ESTRADAS: "Um inventor português apresentou o que diz ser uma solução para impedir a circulação de veículos em contramão nas auto-estradas e vai apresentar o seu invento no Salão Internacional de Invenções, em Genebra. O protótipo do sistema de detecção e bloqueio de veículos em contramão inclui «uns detectores, que enviam um sinal de entrada para um identificador que emite um sinal para uma barreira magnética e acciona sinais luminosos para a advertência de outros condutores, que circulem no sentido correcto e envia um sinal via GPS rádio para as forças de segurança. O inventor Fernando Gonçalves refere que a barreira é constituída por «dois magnetos que têm na extremidade uma corrente de aço, embutida no asfalto, e que se ergue à altura do pneu do veículo. O embate não será forte, apenas das rodas com a corrente», referiu."

Copiei a noticia da "TSF - Rádio Online", mas fiquei com uma dúvida: Será que não era mais barato comprar cérebros para alguns condutores portugueses?

GB 13:43